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Parte 26

(continuação...)

 

Saio do duche, seco-me bem e saio da casa de banho nu. Vou ao quarto e visto uns calções e uma t-shirt. Vou à cozinha e a Luísa está à procura de algo no frigorífico. Veste apenas uma t-shirt justa e uma tanga azul escura. Chego-me a ela por trás, meto-lhe as duas mãos na cintura e beijo-a no pescoço. Ela coloca-me a mão na nuca e roda o pescoço para me beijar. Retira uma embalagem de sumo de laranja do frigorífico e pede-me para, quando a campainha tocar, abrir a porta do prédio e receber a pizza. Abre um armário, retira dois copos e dirige-se à sala. Sigo-a e ligo o Spotify na televisão. Coloco um mix de música rock clássica baixinho, apenas para fazer ambiente. A campainha toca e vou buscar a pizza. Recebo o nosso jantar e levo-o para a mesa do jantar, agradecendo ao entregador. Sento-me e retiro uma fatia, que entrego à Luísa. Depois outra para mim. Comemos em silêncio durante alguns segundos, a Luísa olhando-me com curiosidade.

- Que foi? - pergunto sorridente

- Nada, nada... Só estou à espera.

- De quê?

- De ti.

- Como assim? Estou aqui. Estás à espera de quê?

- Não tens perguntas?

Coro ligeiramente e ela dá uma gargalhada

- Tiago, Tiago... Diz lá, meu querido. O que é que vai nessa cabecinha?

- Er...

- Sim, querido. Foi bom. Foi muito bom! É isso que querias saber não é?

- Er...

Novamente, a Luísa dá uma gargalhada e dá mais uma trinca na pizza, enquanto mete a mão na minha perna.

- Foi bom, meu amor. Foi muito bom. Para primeira vez, foi mesmo muito bom. E para ti? Gostaste?

- Er... Muito. Gostei mesmo muito.

- Fico muito feliz. Um brinde a já não seres virgem?

Pego no meu copo e brindo, vermelho que nem um tomate. Bebo um golo e tiro mais uma fatia de pizza.

- Tens mais alguma pergunta?

- Não. Se tu me dizes que foi bom e que correu bem, não tenho mais perguntas.

- Foi muito bom, sim. E correu, sinceramente, melhor do que estava à espera.

- Como assim?

- Quando tens sexo com uma pessoa nova, normalmente a primeira vez é a pior. Por isso é que muitas pessoas não gostam muito de one night stands. E no teu caso, como era a tua primeira vez com qualquer mulher, podias ter tido o orgasmo depressa demais e ficares frustrado. Mas não. Viemo-nos ao mesmo tempo e foi maravilhoso. A partir de agora, a tendência é para ser ainda melhor. Mal posso esperar... - diz-me com um sorriso maroto.

- E a minha pila...

- A tua pila? A tua pila é maravilhosa. É grande sem ser grande demais. É grossa mas não é grossa demais. Toca-me todos os pontos da maneira certa. É perfeita.

Coro de prazer e dou mais uma trinca na pizza. Ela acaba a fatia que está a comer e levanta-se.

- Bem, tenho de ir fazer um trabalho. O que vais fazer?

- Fico aqui na sala a ler um bocadinho. Não te quero incomodar.

- OK. Vou andando então. Levas depois tudo para a cozinha?

- Claro que sim.

Acabo de comer rapidamente e deito a caixa no contentor dos papéis. Coloco os copos dentro da máquina de lavar louça e vou ao quarto pequeno. Procuro numa estante por um livro interessante e encontro uma colecção que já ouvi falar mas que nunca li. Vou ao quarto da Luísa, que está a abanar o capacete enquanto tecla a velocidade vertiginosa, como habitual. Para não a assustar, chamo-lhe a atenção mexendo os braços e ela olha-me e retira os phones.

- Sim?

- Estava ali na biblioteca à procura de um livro e vi a tua colecção de livros do Jo Nesbo. São bons?

- Adoro-os. O Harry Hole é uma personagem espectacular. Mas não comeces pelo primeiro livro, que é muito fraquinho. O segundo é melhor mas, para saberes mesmo se gostas do estilo, se nunca leste, começa pelo terceiro. Chama-se "O Pássaro de peito vermelho".

- OK, obrigado

Volto ao quarto pequeno, encontro rapidamente o livro que ela aconselhou e levo-o para a sala. Deito-me confortavelmente e começo a ler. Ao fim de meia dúzia de páginas, estou agarrado. Gosto muito da escrita e as personagens são super interessantes.

Vou a meio do livro, não sei bem quanto tempo depois, quando ouço o autoclismo. A Luísa foi à casa de banho. Alguns segundos depois, aparece à porta da sala...

- Vou dormir. Estás a gostar do livro?

- Bastante. Este Harry Hole é um prato. Que personagem tão profunda. Que horas são?

- Quase meia noite. Como é o teu dia amanhã?

- Práticas o dia todo, hora de almoço à uma e meia e depois aulas até às 5. Se calhar vou-me já deitar, também. - Levanto-me e coloco um marcador no livro.

- É verdade. Amanhã é um dia comprido para os dois. - A Luísa segue pelo corredor para o quarto e eu sigo-a, mirando-lhe o rabo enquanto ando. - Eu só tenho aulas de manhã, mas quero mesmo acabar o trabalho que estou a fazer. O Departamento de Civil tem salas de trabalho boas?

- A net é fixe, mas os pc's são do tempo da guerra.

- Hmmm, se calhar venho para casa depois do almoço então. Almoçamos juntos e quando saíres ligas-me para estarmos um bocadinho juntos? - Enquanto diz isto, abre a cama e deita-se.

- Claro que sim - digo, deitando-me ao lado dela e encostando-me a ela e abraçando-a.

Ao sentir o meu toque, a Luísa volta-se para mim e beija-me longamente. Sinto a mão dela na minha bochecha, depois a descer para o meu peito, depois barriga, depois para os meus boxers, onde descansa apalpando e fazendo-me festinhas.

- Hmm... gosto disto! - Diz-me ela entre beijos

- Não respondo mas continuo a beijá-la enquanto lhe apalpo o rabo. Uma onda de luxúria começa a invadir-me, motivada pela mão dela já dentro dos meus boxers a afagar-me devagarinho, quase um sopro em vez de um toque. Ela baixa-me os boxers e deita-se em cima de mim enquanto me beija apaixonadamente. As minhas mãos, que estavam no rabo dela, levantam-lhe a t-shirt. Ela ajoelha-se e deixa-me despi-la enquanto diz "Saidinho da casca, o menino, não?". Rio-me e coloco uma mão em cada mama dela, brincando com os mamilos e torcendo-os devagarinho. Ela geme de prazer e beija-me novamente, com mais insistência. Viro-a ao contrário e deito-me em cima dela. Roço o meu pau duro por ela e ela estica um braço para a gaveta da mesinha de cabeceira. Retira a caixa dos preservativos e tira um. Ajoelho-me e tiro-lhe a tanga com uma mão enquanto com a outra me torço todo para retirar os boxers. Ela senta-se e coloca-me o preservativo rapidamente enquanto tiro a t-shirt. Com uma mão, ela puxa-me para ela enquanto se deita. Com a outra, conduz-me para dentro dela. Penetro-a de uma vez só, bem fundo. Ela estava pronta para mim mas quando entro dentro dela ela geme alto e enterra as unhas nas minhas costas.

- Magoei-te? - Pergunto-lhe assustado, parando.

- Não, não pares. - Diz ela, com a voz alterada.

Começo a menear as ancas, entrando e saindo de dentro dela lentamente. A sensação é maravilhosa. A Luísa geme baixinho a cada estocada minha e eu sinto o canal dela apertar-me. Acelero as minhas estocadas ao som dos gemidos de prazer dela, sentindo que a qualquer momento vou explodir de prazer, mas aguento estoicamente. Sinto as pernas dela a entrelaçarem-se nas minhas e beijo-a apaixonadamente, enquanto a apalpo com força com a mão direita, como sei que ela gosta. Alguns segundos depois, a Luísa pede-me para entrar dentro dela mais depressa, que se vai vir outra vez. Obedeço e sinto aquele aperto no peito e atrás dos meus testículos, indicadora de que vem daí um orgasmo. Coloco um braço de cada lado da cabeça dela e entro dentro dela até não ter mais nem um milímetro para enfiar. O meu pau estremece, começa a derramar esperma e um urro de prazer sai da minha boca. A Luísa arranha as minhas costas enquanto acompanha as minhas ejaculações com gemidos altos. Saio de dentro dela e deito-me na cama de barriga para o ar, respirando com dificuldade. A Luísa ri baixinho enquanto respira fundo várias vezes.

- Estás a rir-te de quê? - Pergunto-lhe

- A semana passada, se me sentasse ao teu colo, tu tinhas um orgasmo. Se te dissesse uma frase mais sarcástica, fechavas-te num casulo e não conseguias dizer um pio durante 5 minutos. Hoje, fizeste amor comigo e ficaste por cima. Despiste-me, deixaste-me pôr-te um preservativo, entraste dentro de mim e pinaste maravilhosamente, durante tempo suficiente para me provocar dois orgasmos seguidos. Já viste tão diferente que estás?

Pondero as palavras dela e sorrio. Ela tem razão. Posso continuar a ser tímido, mas a Luísa faz-me sentir melhor. Faz o melhor de mim vir cá para fora. Literalmente...

Levanto-me, retiro o preservativo e deixo-o no caixote da casa de banho, como ela me pediu. Lavo-me rapidamente no bidé e volto para a cama. A Luísa pede-me para não me vestir enquanto confirmo o despertador para o dia de amanhã, eu deito-me e ela aninha-se em mim. Adormecemos assim, com a respiração em uníssono, nus e saciados.

(continua...)