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Desocupar...

Ultimamente, tenho sentido necessidade de desocupar a mente. E tenho usado o conto para isso. O Tiago e a Luísa é que vão levar com as culpas.

Existem pessoas de quem gostamos mais. Com quem nos abrimos. A quem chamamos amigos, daqueles amigos à séria e de quem nos orgulhamos de o ser. Este tipo de pessoas, com quem se pode ter conversas abertas acerca de todo o tipo de temas, sejam os bons, sejam os maus, não são nada fáceis de substituir, se por um motivo ou outro deixam de estar presentes. E por substituir, não estou a falar de ter a mesma conversa com B que já tive com A. Há todo um conhecimento anteriormente obtido de parte a parte que permite que, sem se falar ou escrever muita coisa, muita coisa seja dita. Mesmo quando, por este ou aquele motivo, as perdes de vista durante uns meses ou uns anos. Porque em meia hora, retomamos meses ou anos de amizade e a conversa flui como se a última vez que tínhamos falado tinha sido no dia anterior. Ou há meia dúzia de horas.

Um destes fins de semana, um daqueles meus amigos mencionados no parágrafo anterior deu à costa novamente. E fiquei feliz porque deu à costa. Está metido num buraco de tal ordem grande financeiramente que vão ser necessários ao ritmo actual uns 10 anos para sair dele. Por isso veio-me pedir ajuda. Não financeira, que ele sabe que eu não tenho capacidade para tal e mesmo que tivesse, essa ponte já foi queimada no passado, mas sim de consultoria. A pessoa sabe que eu sou um tipo financeiramente regulado, que apenas gasta o que tem e que à conta de alguns bons investimentos apenas paga neste momento a casa onde mora. E por isso sou a pessoa ideal, na cabeça desse meu amigo, para o ajudar a sair do buraco. Em vez de cavar ainda mais fundo, que era o que aconteceria se o tentasse fazer sozinho.

Um destes fins de semana, um daqueles meus amigos mencionados no parágrafo anterior zarpou para outras costas. E fiquei triste. Porque vi nessa despedida premeditação. Não levo a mal que as pessoas se afastem. Não seria a primeira vez que isso acontece. Há momentos que se sobrepõem e há circunstâncias que a isso obrigam. Levo a mal quando usam subterfúgios para meter a culpa nos outros. Fico a pensar o que terei feito para que tal acontecesse. Ou que factores externos poderão ter contribuído para isso. E depois se não sei as respostas, a minha cabeça não pára de pensar no tema.

Vai daí, preciso de desocupar a mente...

 

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