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Parte 21

(continuação...)


Dirijo-me ao maço de folhas de ponto e tiro uma meia dúzia, como faço sempre. Sento-me num lugar livre no auditório. Uma cópia do enunciado do teste está voltada para baixo. Abro a mochila e tiro para fora o estojo. O Engenheiro, formal como sempre, explica que o teste não tem questões teóricas. Apenas um caso prático em que devemos explicar pelas nossas palavras os processos e os métodos a utilizar neles, baseando-nos na matéria dada. Podemos recorrer também, caso tenhamos esse conhecimento, a métodos alternativos ainda não estudados, desde que fizessem parte do curriculum da cadeira e devidamente explicados. Fico contente. Um dos meus métodos preferidos ainda não tinha sido dado mas lia imenso sobre ele, online e nos livros de estudo, pelo que senti que estava bem encaminhado. O Engenheiro autoriza que viremos o enunciado, eu começo a ler... e o meu telefone começa a tocar. O ringtone dos meus pais. O Engenheiro volta-se para mim e fulmina-me com o olhar. Vermelho que nem um tomate, peço desculpa, rejeito a chamada e tiro o som. 5 segundos depois, o telefone começa a vibrar novamente. A minha mãe outra vez. Peço autorização ao Engenheiro para atender e ele, com cara de poucos amigos, diz-me para ir para a porta da sala, ser rápido e silencioso.


A chamada vai para o voicemail entretanto e uma terceira vez o telefone começa a tocar. A minha mãe novamente. Preocupado, corro para a porta e atendo a chamada. Ouço a minha mãe a chorar. No primeiro dia no novo trabalho, o meu pai caiu no alçapão do elevador e vai a caminho do Hospital Universitário de Coimbra. Ela não sabe exactamente o que ele tem, mas é grave. Desligo o telefone e corro para dentro da sala. Informo o Engenheiro que imediatamente me dispensa. Pego na mochila e saio da Universidade a correr em direcção ao HUC.


Chegado lá, informam-me que a ambulância ainda vem a caminho. Sento-me na sala de espera e mando uma sms à Luísa e outra ao João a explicar o que se passa. A Luísa responde meio minuto depois: "Tudo o que precisares eu estou aqui, querido. Muita força. Quando souberes mais detalhes avisa" mais um emoji com um beijinho. O João não responde, está a meio do teste. Mas a mensagem é entregue.


Meia hora depois, a ambulância que traz o meu pai chega. Imediatamente levam-no para dentro. Interpelo o médico do INEM que o acompanha mas ele pede-me para aguardar, entra na UCI com ele e só volta uns quinze minutos depois. Identifico-me como o filho e ele leva-me para um gabinete vazio, onde se senta e me convida a sentar do outro lado da secretária. É um médico na casa dos 50 anos, alto e em boa forma física. As mãos de dedos compridos e esguios teclam rapidamente no computador. Momentos depois, volta-se para mim, com ar sério. Eu aguardo em silêncio e a primeira coisa que ele pede é que me identifique. Digo o meu nome completo, informo-o novamente do parentesco e acrescento que sou aluno na Universidade. Ele pergunta-me o curso e eu respondo Engenharia Civil. Pergunta-me a minha data de nascimento e o meu número de Segurança Social para validar no sistema os meus dados e finalmente começa a dar-me informações sobre o meu pai. O prognóstico não é animador. Com a queda, o meu pai bateu com a cabeça e tem um traumatismo craniano grave, com perda de conhecimento e um edema que está a fazer pressão sobre o cérebro. Das séries de médicos na televisão, imagino o que lhe vão fazer. Operar, libertar a pressão no cérebro e aguardar que desinche. Tem também uma perna e um braço partidos e uma anca deslocada, mas o que preocupa mesmo o médico é a cabeça dele. Assegura-me que ele deu entrada no Hospital estável e que o Neurocirurgião o colocou em coma assistido e o levou para a sala de operações. No entanto, não escondeu o jogo nem me dourou a pílula. Garantiu-me que nos próprios meses o meu pai não ia poder trabalhar e que havia uma possibilidade de ele ficar com danos permanentes. Perguntou-me se tinha alguma dúvida e, ao ouvir a minha resposta negativa, desejou-me felicidades, apertou-me a mão cordialmente, lavou as mãos e desinfectou-as a seguir e saiu do gabinete por uma porta semi oculta. Antes de sair, garantiu-me que o gabinete não ia ser utilizado e que eu podia ficar o tempo que quisesse ali. Agradeci e desejei-lhe um bom dia. 


Peguei no telefone. Tinha uma mensagem do João: "Tudo a correr bem, Tiaguinho. Qualquer coisa liga." Telefonei aos meus irmãos. Ambos atenderam rapidamente. A minha mãe já lhes tinha ligado a informar.


O meu irmão já estava a caminho de Coimbra. Descia a A1 naquele momento e garantiu-me que em menos de meia hora estava no HUC. Pergunta-me o que é que eu já sei e eu conto exactamente o que o médico me disse. Ele ouve com atenção e após alguns segundos de silêncio pede-me para localizar a pessoa da obra que acompanhou o meu pai e não a deixar sair sem falar com ele. Pede-me para não dizer nada à minha mãe, que ele se encarrega disso. Pede para ligar à minha irmã e dar-lhe as mesmas informações, antes de se despedir com um "Até já maninho, a gente trata disto e vai ficar tudo bem. O pai é forte".


A minha irmã atendeu ao primeiro toque. Claramente em pânico por não poder vir como o meu irmão, começa-me a fazer perguntas complicadas, interrompendo-me como se estivesse a falar com um colega. Calmamente, deixo-a deitar tudo cá para fora. Ela começa a chorar e ao fundo, ouço o meu sobrinho Mário a chorar também. Ela acalma, pede-me desculpa e pede-me para recomeçar.  Novamente, explico o que aconteceu. Do outro lado, silêncio. Quando termino, a minha irmã pergunta apenas:


- Quem é o Neurocirurgião?


- Sei lá mana. Ninguém me disse.


- Vai à recepção, identifica-te, diz o que se passa e pergunta. Não desligues. Eu espero.


Ligo os headphones, para poder pôr o telefone no bolso e faço como a minha irmã me pede. Quando me dizem o nome do médico, repito-o para a minha irmã, que me agradece e pede para lhe ligar assim que eu souber que o pai saiu da operação, antes de desligar.


Procuro o responsável da obra que acompanhou o meu pai e identifico-me. É um velhote simpático que me oferece um café da máquina e me explica rapidamente o que se passou, enquanto fuma um cigarro atrás do outro. Está a dizer-me que conhece o meu pai e o trabalho dele há mais de 30 anos quando o meu irmão telefona a perguntar onde estou. Digo-lhe e cinco minutos depois ele aparece, vestido com um fato escuro e uma camisa branca, sapatos pretos e uma gravata azul forte com riscas cor de vinho. Cumprimenta-me com um beijo e um abraço apertado e pergunta-me se este senhor é o responsável da obra. Respondo afirmativamente e afasto-me rapidamente, porque sei o que vai acontecer. O meu irmão vai procurar falar com o senhor e garantir que o empreiteiro se responsabiliza não só por cobrir as custas do hospital como também por manter um ordenado mínimo para a família sobreviver. Nestas coisas, o meu irmão consegue ser implacável e eu não gosto de estar por perto. Dirijo-me ao bar do HUC e almoço, antes de ligar à Luísa. Ela atende ao segundo toque e escuta-me atentamente enquanto lhe explico o que se está a passar. Pergunta-me se quero que ela venha ter comigo e à minha resposta negativa pede-me para a manter a par de novidades. Despede-se ternamente de mim e desliga. Ligo o Spotify. Hoje apetece-me Led Zeppelin. Vou pedir um café quando o meu irmão me liga. Pergunta-me se consigo aguentar o forte. A conversa com o capataz não correu muito bem e precisa de ir falar com o responsável a Seia. Respondo que sim e desligo com a promessa de o avisar quando tiver novidades. O meu irmão está a tratar-me como um adulto, não como um puto. Gosto disto. Pena o motivo... Dirijo-me ao balcão novamente.


- Boa tarde. Dê-me um café cheio e um pastel de nata, por favor.


(continua...)

Parte 20

(continuação...)


Soergo-me ligeiramente, para observar melhor. A Luísa beija o meu peito, trincando ligeiramente cada um dos meus mamilos, nunca parando de fazer festas no meu membro duro, devagar, puxando bem a pele atrás e provocando-me arrepios na espinha de cada vez que o faz. Depois beija-me na barriga, lambe o meu umbigo e continua a descer, cada vez mais próximo do meu pau. Segura-o direito e beija os meus testículos, lambendo-os em seguida. Depois passa a língua pelo corpo do meu membro, languidamente. Olha para a minha cara e sorri, devo estar com um ar de parvo mesmo, mas não consigo descolar do que ela está a fazer. Ela dá um beijinho na cabeça, depois outro mais comprido, depois lambe-a como se fosse um gelado, com a língua toda. Depois enfia na boca. Primeiro, apenas a cabeça, depois mais um bocadinho, outro e outro mais, até ficar com sensivelmente metade na boca. Eu sei que o meu pénis não é propriamente um espécime raro nem a tromba de um elefante, mas os 19cm (sim, já o medi...) não me deixam propriamente inseguro. De acordo com o que vejo e leio, estou bem acima da média. A Luísa, completamente alheia a estes pensamentos, continua a sugar-me devagarinho, enquanto com dois dedos me masturba a parte que não tem dentro da boca, ritmicamente. A sensação que me provoca é maravilhosa. Novamente, sinto-me estremecer e a Luísa pára momentaneamente. Pergunta se estou a gostar e, ao meu assentimento, continua a afagar-me devagar enquanto me beija. Quebra o beijo e diz-me ao ouvido em voz sussurrada "Não entres em pânico quando sentires o orgasmo a chegar. Deixa-te ir.". Novamente, assinto e ela larga-me. Beija-me o pescoço, depois o peito, a barriga, beija-me novamente o pau e mete-o na boca, sem a ajuda das mãos. Chupa-o docemente, a cabeça a mexer-se para cima e para baixo, enfiando-me cada vez mais fundo na boca dela, quase a tocar com o nariz nos meus pêlos púbicos. Com uma mão, massaja os meus testículos sensíveis. Respiro profundamente, sentindo a língua dela a percorrer a parte de baixo do meu pau duro e os lábios dela a fazerem cada vez mais pressão. Sinto o orgasmo a chegar como uma explosão no meu peito, abro a boca mas não sai qualquer som. Ela apercebe-se e fica apenas com a cabeça na boca, enquanto com a mão me masturba mais depressa. Com o primeiro jorro, uma explosão de prazer invade o meu peito e não sou mais capaz de olhar. Deito-me e meto uma mão na boca para não gritar, enquanto gemo alto. A cada jorro, sinto a minha pélvis a estremecer involuntariamente, como se o meu corpo tivesse ganho vida própria. A Luísa continua a sugar-me e a masturbar-me enquanto sinto-me a ficar mole e a diminuir de tamanho. Deixo a respiração voltar ao normal e apoio-me nos cotovelos. Olho novamente para ela, sentada entre as minhas pernas abertas, fitando-me com ar feliz.


- Alguma vez sentiste o sabor do teu esperma? - pergunta-me


- Não.


- Queres sentir? Eu engoli, mas o sabor ainda se sente.


Tenho receio de a ofender se disser que não, por isso digo que sim. Ela inclina-se para cima de mim e beija-me apaixonadamente. Sinto um sabor diferente na boca. Salgado, parece molho de soja, mas mais ácido. Não é desagradável, mas já senti melhores.


Pergunta-me se gostei. Descrevo o que saboreei e ela ri-se. Pergunta-me quem sabe melhor. Eu respondo que é ela, claramente. Ela beija-me e diz-me "Gosto tanto de ti, Tiago...". Deitamo-nos lado a lado, aninhados um no outro, beijando-nos docemente. E assim adormecemos, mirando-nos apaixonados.


No dia seguinte, acordamos abraçados com o despertador dela. Esqueci-me de pôr o meu e estou atrasado para a aula de Estruturas, daí a 30 minutos. Levanto-me esbaforido e saio de casa dela a correr em direcção à Universidade, 10 minutos antes da aula começar. Chego mesmo em cima da hora. A primeira coisa que o Prof. Providência diz é que as notas estão uma miséria, salvo honrosas excepções. Não vai entregar os testes corrigidos, mas no fim da aula vai entregar na plataforma as notas, pelo que antes do almoço já as podemos ver. Entrega também a cada aluno um teste dactilografado por ele, com as perguntas que saíram no teste e as respostas perfeitas. Leio meio na diagonal e verifico que abarquei grande parte dos pontos mencionados, pelo que fico contente. Ao meu lado, o João abana a cabeça tristemente. À saída, o ânimo da turma não é o melhor. Para nossa grande surpresa e alegria, encontramos no bar de Civil a Luísa e a Sofia. Cumprimento a Sofia com o fist bump da praxe e abraço a Luísa carinhosamente. O João, sempre mais atrevido, beija a Sofia tão intensamente que quando se separam, ela está tão vermelha como um tomate, em contraste perfeito com a blusa branca que tem vestida. A Luísa pergunta se temos novidades do teste e eu digo que só pela hora do almoço. O João garante que vai ter uma nega feia e que Estruturas vai para exame. Pergunto às meninas porque estão no bar e elas riem-se dizendo que o Engenheiro do primeiro tempo ligou a informar que tinha tido um furo e não podia dar aula. Revejo as minhas notas para o teste do meio dia enquanto como uma torrada e um galão, depois um café e um bolo. A Luísa sussurra ao meu ouvido que se comesse o mesmo que eu, estava tão gorda que eu nem olharia para ela duas vezes e eu, romanticamente, digo-lhe que não, isso não seria possível, porque ela é maravilhosa de qualquer forma.


Atento à conversa, o João ri-se.


- Luísa, és uma má influência para o Tiaguinho. Já viste? Já faz elogios e tudo, não anda por aí tímido, cosido às paredes, calado que nem um rato. Qualquer dia, troca-me por outros amigos quaisquer, mais fixes.


- Não acredito. O Tiago não é rapaz para fazer isso. Além de que ele gosta muito de ti.


- Espero bem que não. É o único amigo verdadeiro que tenho na Universidade. Ficaria muito triste. E eu estava a brincar. Tu fazes-lhe bem. E és amiga da minha namorada, por isso também és minha amiga.


Coro violentamente com o elogio, o que provoca a risota geral. Há coisas que nunca mudam e a minha timidez é uma delas. Mas sabe-me bem saber que tenho amigos. E pessoas que gostam de mim e se preocupam comigo. E, na minha cabeça, também tenho uma namorada, apesar de ainda não lhe ter perguntado se quer.


Quando as meninas têm de ir para a aula seguinte, eu e o João atacamos os apontamentos com afinco e cinco minutos antes do teste, seguimos em passo acelerado para o auditório. De caminho, acedemos à plataforma e a nota de Estruturas já foi lançada. Carrego no link e paro, à porta da sala de aula. Tirei 18. Nunca tive uma nota tão boa na minha vida. Sorrio e fico confiante para o teste. O João não teve a mesma sorte. O 6 garante-lhe ida directa para exame. Mas entra na sala sem medo, determinado a não ter a mesma nota neste teste. Eu vou logo atrás dele, com a mesma determinação.


(continua...)

Parte 19

(continuação...)


- Desculpa, não sei que te responder. Não me entendas mal, está a ser maravilhoso e estou a adorar cada segundo desta noite. Estou com medo de falhar, de não corresponder às tuas expectativas, sei lá. - digo-lhe, enquanto me afasto ligeiramente, envergonhado.


- Tem calma, Tiago. Não é o fim do mundo. Temos todo o tempo do mundo. Já percebeste que me dás prazer, não já? Ainda não há uma hora, tive um orgasmo maravilhoso e nem sequer estavas dentro de mim. No banho, foi extremamente erótico e deixei-me levar um bocadinho pela excitação. Podemos parar. 


Miro-lhe o corpo nu. Ela está de pernas cruzadas à chinês, sentada à minha frente. Olho a vagina dela e pergunto-lhe se ela continua excitada. Em vez de responder, ela pega-me na mão e coloca-a entre os lábios. A humidade dela ensopa os meus dedos. Ela suspira ao meu toque. Tiro-os e experimento a textura deste líquido, esfregando os dedos. É ligeiramente mais espesso que saliva, mas não tanto como esperma. Parece um óleo. Sinto o cheiro ocre e provo, encostando um dedo à língua. Salgado, mas bom. Digo-lhe isso mesmo.


- Queres provar mais? - pergunta ela


- Sim...


Ela deita-se em cima de duas almofadas, abre ligeiramente as pernas e chama-me para cima dela. Beijo-a ternamente e ela vai-me dando instruções, que eu sigo como se fossem ordens.


- Agora beija-me o pescoço e apalpa-me as mamas. Brinca com os meus mamilos... Isso... - diz, enquanto suspira de prazer. - Agora, beija-me nos mamilos, com força. Não tenhas medo, eu gosto. Isso, sim... brinca com o outro com a mão, isso! - geme baixinho enquanto lambo um dos mamilos, depois o outro. 


- Beija-me a barriga e vai descendo. Sim, muito bem. Agora mais para baixo... mais... mais... ahhh aí! - geme um pouco mais alto quando encontro aquela bolinha dura coberta pelo capuz. Ela começa a falar com dificuldade - Aí é o clitóris. Normalmente, se esfregar aí com força o tempo suficiente, tenho orgasmos muito bons. Mas já descobri que são mais fortes quando meto um dedo dentro de mim. Mas por agora, quero que beijes e lambas aí... Isso! Ahh tão bom, diz ela, arqueando levemente as costas enquanto lambo com afinco. Sinto o clitóris a ficar maior e mais duro, à medida que vou lambendo. Brinco com ele com um dedo e ela geme outra vez, enquanto apalpa as mamas e brinca com os mamilos.


- Está a saber bem?


- Sim. Muito bem. Pára um bocadinho agora e mete um dedo dentro de mim - ouço-a dizer.


Cautelosamente, sigo as instruções dela. Enfio o dedo médio, por ser o mais comprido e ela inspira com força. Ela pede-me para rodar o dedo e virá-lo para cima e eu obedeço. Agora ela pede para lhe tocar na parte de cima, por dentro. Sinto uma zona rugosa, como se fosse pele um pouco mais rija. Ela arfa e diz:


- Tira o dedo agora. Sentiste a zona mais áspera? Aí é o meu ponto G. Todas as raparigas o têm. Umas maior, outras mais pequeno, umas mais profundo, outras mais próximo da entrada. Esse é O sítio. Quando fazes sexo com uma rapariga, é aí que deves tocar, esfregar, cutucar, o que quiseres, para lhe dar o prazer máximo. No sexo oral, com a língua, é no clitóris, principalmente. Quando consegues combinar os dois, é a loucura. Entendes?


- Sim.


- Gostaste? Sentiste-te confortável? Há homens que não gostam de fazer sexo oral.


- Há quem não goste? - perguntei genuinamente surpreendido. Eu tinha adorado e estava mortinho por sentir o sabor dela novamente. Digo-lhe isso mesmo, com todas as palavras.


- Então podes continuar? Estou aqui que nem posso. Quero que me faças vir novamente. Aula prática - diz ela, enquanto me pega na cabeça e me beija apaixonadamente. De seguida deita-se para trás e abre as pernas, conduzindo-me com a mão até ao seu centro do prazer. Tentando recordar tudo o que ela me ensinou, lambo-lhe o clitóris e enfio um dedo dentro dela. Rapidamente encontro o ponto G e ela dá um salto. Assusto-me e paro, ainda com o dedo dentro dela. Ela protesta e pede-me para pôr mais um dedo. Cautelosamente, faço o que ela me pede, enquanto ela me acalma dizendo que não preciso de ter receio, passam por ali bebés. Quando meto os dedos até ao fundo ela deita-se novamente com um gemido baixinho. Ataco novamente o clitóris com a língua e chupo-o como se fosse um rebuçado. O resultado é soberbo. Ela arqueia as costas e mete uma mão na minha cabeça, puxando-me mais para ela. Com os dedos no ponto G, vou alternando cócegas com penetração enquanto a lambo e chupo e vou sentindo um aperto nos dedos. Finalmente, ela grita "não pares" e arqueia as costas. Geme alto e sinto os dedos como que num torno. A mão na minha cabeça puxa-me com força, magoando-me no nariz. Sinto um jorro de líquido salgado nos lábios e queixo e a Luísa grita o meu nome "Oooh Tiaaaaaago!". Depois deita-se novamente, com o corpo mole e relaxado, a respiração entrecortada e uma mão na cara. "Já chega, não aguento mais" diz-me afogueada.


- Foi bom? - pergunto-lhe eu, esperançoso


- Bom? Foi óptimo, fantástico, maravilhoso! Tens muito jeito e és muito delicado, o que me fez gostar ainda mais. Trataste-me muito bem!


- Que bom! Eu também gostei muito.


- Foi? Podes repetir sempre que quiseres. Eu deixo - diz ela com uma gargalhada


- Vou pensar no teu caso, com carinho... - digo enquanto a beijo. A língua dela entra toda na minha boca. Ela vira-me de barriga para cima e continua a beijar-me. A mão dela procura o meu pau e encontra-o duro. Com os olhos cheios de luxúria, ela diz-me "agora é a minha vez"


(continua...)

Parte 18

(continuação...)


Fico a digerir a informação, com um sorriso meio parvo na cara, enquanto ola olha para mim. Mal posso acreditar nos meus ouvidos. Como assim, o melhor? Mas se eu nem fiz quase nada... Só a toquei um bocadinho e beijei-a... Ela percebe a minha confusão.


- Que se passa Tiago?


- Er... eu estou muito feliz com o que acabaste de me dizer mas...


- Custa-te a acreditar?


- Sim...


- Porquê?


- Porque eu não fiz quase nada.


- Quase nada? Tu fizeste quase tudo. E o que fizeste, foi muito bom!


- A sério?


- Sim. Não estou a dizê-lo para te sentires bem ou para te levantar o ego. Foi muito bom MESMO!


Como que para reforçar o que está a dizer, chega-se para mim e dá-me um beijo de tal forma intenso que eu até fico a ver estrelas. Deixamo-nos ficar abraçados um bocado de tempo, ela só de cuecas em cima de mim, com a cabeça apoiada no meu peito e eu de boxers e t-shirt, as minhas mãos a passearem pelas costas dela. Olho para o relógio do telemóvel e é quase meia noite. Levanto-me devagarinho e vou à casa de banho. Dispo-me e ligo o duche. Lavo os dentes dentro da cabine enquanto ligo os jactos a apontarem para as minhas costas. Quando altero dos jactos para o chuveiro, a porta do chuveiro abre-se e a Luísa mira-me de cima abaixo. Posso? - pergunta-me com um sorriso.


- Claro que sim.


- Também estou a precisar de um duche. Deixaste-me outra vez numa lástima. 


Ela mete-se debaixo do chuveiro e molha a cara e o cabelo, sem quaisquer preocupações. Habitualmente, a minha mãe usa uma touca ou uma fita no cabelo para não o molhar, lavando-o apenas quando vai ao cabeleireiro ou ao fim de semana, quando tem tempo para o secar com o secador e uma escova de cerdas rijas redonda que eu não tenho autorização para mexer. A Luísa não. Despreocupadamente, ela molha-se toda, esfregando o corpo com as mãos. Desliga a água e pega num pouffe cor de rosa, deita-lhe um pouco de gel duche e passa-mo. Eu pego nele e ela vira-se de costas para mim, metendo as mãos na parede. Eu esfrego-lhe as costas docemente, com cuidado, garantindo que cada centímetro de pele entre os ombros e o rabo são devidamente esfregados. Quanto termino, ela empina o rabo e diz "Continua...". Eu esfrego-lhe o rabo e as pernas com cuidado, até às solas do pé dela. Quando termino, ela vira-se de frente para mim e diz "Agora à frente". Começo a gostar daquele jogo. Esfrego-lhe as canelas, depois os joelhos e coxas. Levanto-me devagar e esfrego-lhe as virilhas e zonas adjacentes, com um sorriso. Ela olha para mim enquanto o faço, com a boca entreaberta, mas em silêncio. Depois começo a esfregar-lhe a barriga lisa e firme. Subo para o peito dela e esfrego devagar, demorando-me nos mamilos já retesados. Depois os ombros e pescoço, os braços e finalmente a cara, o que faz com que ela cuspa um bocadinho de sabão, de forma brincalhona. Ligamos a água novamente e ela retira com cuidado a espuma do corpo. A cena é tão sensual que eu sinto-me a ficar excitado. Tento esconder, virando-me de lado. Ela pega novamente no pouffe e diz-me "Agora sou eu". Pega em mim e encosta-me à parede. Deita uma noz de gel duche no pouffe e esfrega-me as costas com força, mas não demais. Depois mete um joelho no chão e diz-me "dá-me um pé". Eu dou e ela esfrega-me as planta do pé e o tornozelo. Em seguida faz o mesmo no outro. Depois aplica-se nos meus gémeos e canelas, um de cada vez. Finalmente nas minhas coxas, lavando-me bem tanto a parte da frente da perna como a de trás, abaixo do rabo.


Vira-me de frente para ela e começa a lavar-me o peito, brincando com os pêlos com a outra mão e apertando-me os mamilos enquanto me esfrega a barriga. Finalmente, ajoelha-se novamente no duche e pega no meu pau com a mão livre. Levanta-o contra a minha barriga e com a outra mão lava delicadamente os meus testículos e a parte de baixo do mastro. Depois de um lado e do outro e por cima, usando para isso o pouffe e a mão. Sinto os meus joelhos a ficarem fracos, mas aguento-me. Vira-me de costas para ela e lava-me bem o rabo. Mete uma perna no meio das minhas, o que não me permite fechar as pernas, facilitando-lhe o acesso a zonas onde mais ninguém mexe normalmente senão eu. Docemente, ela lava cada centímetro do meu rabo com o pouffe. Experimento sensações novas a cada passagem dela. A grande maioria agradáveis e mesmo as menos boas, duram pouco tempo. Ela vira-me novamente para ela e liga o chuveiro. Sinto a água morna no cabelo e a espuma a escorrer pelo corpo abaixo. A Luísa pega na minha cara, puxa-me para ela e beija-me. Sinto o calor do corpo dela contra o meu e gosto. Sem dizer uma palavra, ela pára de me beijar, desliga a água, pega-me na mão e leva-me novamente para o quarto, sentando-me na beira da cama em cima da colcha verde. Beija-me de forma intensa e ajoelha-se ao meu colo. Eu pego nela pela cintura e deito-me para trás. Sinto a mão dela no meu pau duro, depois sinto uma pressão e é como se estivesse a calçar uma luva molhada. Ela geme e suspira enquanto me mete mais fundo. Estou dentro dela. Experimento uma sensação maravilhosa quando ela começa a dar à anca em cima de mim. Finalmente, perdi a virgindade. Nem quero acreditar no que está a acontecer. Segundos depois, começo a sentir a já habitual pressão na parte de trás dos testículos, sinal de que está para chegar um orgasmo. Aflito, aviso a Luísa que imediatamente pára e tira-me de dentro dela. Explica-me que toma a pílula diária e que por isso não é problema eu vir-me dentro dela, porque é 99,9% segura, mas que não é 100% e por isso compreende se eu quiser parar, porque não tem preservativos.


(continua...)

Parte 17

(continuação...)


- Tiago, meu querido. A nossa última noite foi muito especial. Primeiro, porque senti que quebraste uma barreira muito forte. Pela primeira vez, tiveste um orgasmo e não entraste em pânico. Não me afastaste, não ficaste frustrado, puxaste-me para ti e beijaste-me como nunca me beijaram na vida. E isso deixou-me muito, mas mesmo muito excitada. Fiquei muito próximo de um orgasmo, também. Deixei que me tocasses como te sentisses confortável e as tuas mãos no meu corpo provocaram-me sensações que há muito não sentia. Foi um momento muito bom. Cada vez que penso nas tuas mãos a fazerem-me festinhas ou a apertarem-me o rabo daquela forma, fico com vontade de mais e no fim de semana, como estava sozinha, brinquei com o meu corpo e tive orgasmos mesmo muito fortes. Imaginava que eras tu que mos estavas a provocar, o que os tornava ainda mais maravilhosos. E pronto, é assim que tu me deixas. Excitada e sensível, com vontade de mais.


Também eu estava excitado pela descrição do que ia na cabeça dela. Naturalmente, o sangue fluiu para o centro enquanto ela falava e apesar de ainda não estar completamente duro, já sentia um ligeiro desconforto e pressão na zona das virilhas. Ela também estava animada. Mesmo com soutien, notava-se perfeitamente o contorno dos bicos dela a fazerem pressão no tecido fino do top. Sem saber muito bem o que fazer naquele momento, pus-lhe a mão no braço e senti um choque. Ela também o sentiu e recolheu o braço. "É electricidade estática da colcha e da ganga", diz ela enquanto se levanta e diz-me para tirar as calças. Levanto-me também e dispo-me, ficando de boxers e t-shirt. Ela puxa a colcha para trás, sai do quarto e quando volta, já tirou os calções e o soutien. A tanga rendada branca como a neve parece que brilha contra a pele bronzeada das pernas. O peito redondo e firme olha para mim, os mamilos como dedos acusadores da excitação que sente. Os olhos estão focados nos meus. Em vez de se deitar novamente, contorna a cama na minha direcção e dá-me um beijo intenso. Empurra-me para a cama e ajoelha-se ao meu colo. Pega nas minhas mãos e coloca-as na cintura dela, enquanto me dá mais um beijo intenso, a língua bem dentro da minha boca. "Toca-me", diz-me com voz rouca, antes de me beijar novamente. 


Demoro um segundo a processar o pedido, mas quando acordo começo a apalpar aquele rabo magnífico, puxando-a para mais próximo de mim no processo. Ela encosta-se mais a mim, extremamente consciente da minha pujante excitação, mas desta vez, em vez de fugir, abre ligeiramente as pernas por forma a roçar-se ainda mais intimamente por mim. Estou quase a enlouquecer quando ela se afasta ligeiramente de mim, quebra o beijo, ajoelha-se e despe o top. Olha para mim, pega nas minhas mãos e coloca-as no peito dela. Sinto pela primeira vez a firmeza das mamas dela nas minhas mãos e quão duros são os mamilos a pressionarem as minhas palmas. Com o polegar e o indicador aperto um deles e ela sorve ar rapidamente e susurra "isso...". Estou maravilhado a olhar para as mudanças que o meu toque provocam nela. Continuo a apalpar e a brincar com o peito dela. Ela vai ficando mais excitada. De repente, beija-me e sai de cima de mim. Pega na minha mão novamente e fá-la descer pela barriga até dentro das cuecas dela. Quando lhe toco nos lábios, ela geme baixinho, como a dar-me ânimo para continuar. Ela está completamente ensopada e a humidade dela deixa-me louco. Sinto uma protuberância dura e toco-lhe com dois dedos. Ela estremece e beija-me mais intensamente, com um gemido. Sinto que estou na direcção certa e continuo a tocá-la. Ela começa a respirar mais intensamente. Exploro por entre as virilhas dela e ela mete uma perna por cima das minhas, facilitando o acesso. Encontro a entrada dela e enfio devagarinho um dedo. Ela geme novamente e pede para eu continuar. A mão dela está na minha cara mas desce para o meu peito. Enfio o dedo mais fundo e sinto um canal a apertá-lo. Depois encontro uma zona mais rugosa e toco-a com o dedo, como se estivesse a fazer cócegas. A reacção é imediata. A pressão da mão dela aumenta no meu peito e o gemido que lhe sai da boca é indicador de que estou numa zona mais sensível. Continuo a tocá-la e ela geme e estremece ao me toque. Tiro o dedo e ela olha para mim com ar carente. Toco-lhe outra vez no clitóris com dois dedos e esfrego com força. Ela dá um grito que não é de dor. Beija-me novamente e puxa-me para cima dela. O meu pau está a latejar encostado a ela, quando ela põe as duas mãos no meu rabo e faz pressão. Sinto um orgasmo a chegar rapidamente e completamente descontrolado começo a gemer. Ela geme também e mexe-se debaixo de mim, com as pernas abertas e os tornozelos a fazerem pressão na parte de trás dos meus joelhos. Sinto o esperma a jorrar com toda a força e mexo as ancas contra a pélvis dela, com ela a movimentar-se em uníssono comigo. O meu cérebro entra em curto circuito e solto um urro primário enquanto sinto as mãos dela a apertarem as minhas nádegas com força. Abato-me sobre ela e sinto o corpo dela a relaxar também. Beijo-a ternamente e ela abraça-me com força. Quando paramos de nos beijar, respiramos ambos com dificuldade.


- Sentiste? - pergunta ela, baixinho


- Eu senti muita coisa...


- Sentiste o meu orgasmo?


- Tu também? - pergunto incrédulo


- Sim. Eu também.


- Sério?


- Sim...


- Foi bom?


- Tiago... Foi o melhor orgasmo da minha vida.


(continua...)

Parte 16

(continuação...)


O resto da semana passa depressa. Infelizmente quase não vi a Luísa, salvo à hora do almoço ou jantar, porque o trabalho de Redes dela complicou-se e ela ficou a fazer noitadas para o acabar. De certa forma, senti que tinha a culpa, apesar de ela me garantir que não, estava apenas a tentar tirar uma excelente nota aplicando um modelo complicadíssimo que leu num livro e estava a ter imensas dificuldades. O único pormenor digno de nota foi o date do João com a Sofia, aparentemente um sucesso. Haviam passeado a pé junto ao rio e beijado ao pôr do sol. No fim de semana iam estar novamente juntos e ele estava excitadíssimo com a perspectiva.


Sexta-feira, já no autocarro para Seia, passo a semana em resumo enquanto ouço um bocado de Nirvana. Foi de longe a melhor semana da minha vida. O tempo que passei com a Luísa foi memorável e, mesmo que as coisas não funcionassem entre nós, nunca me ia esquecer desta semana. Saí do autocarro e o meu pai esperava-me. Já na aldeia, estou com os meus amigos de infância e penso no quanto gostaria de estar novamente com ela, a comer sushi e a conversar com ela, a beijá-la e a dormir agarrado a ela. Em casa, a minha mãe pergunta-me várias vezes o que se passa comigo, porque estou constantemente ao telefone a mandar sms e, mesmo à mesa, estou alheado e a pensar em Coimbra. Minto e digo que estou preocupado com os testes da semana que vem e passo a maior parte das tardes fechado no meu quarto, deitado na cama, a ouvir música e a fingir que estudo. Não me consigo concentrar e não vejo a hora de apanhar o Expresso de volta, no Domingo. 


Quando finalmente entro no autocarro no Domingo à tarde, em direcção a Coimbra, vou a estudar o caminho todo e, quando o autocarro me deixa na estação, sigo com andar decidido até casa da Luísa. Durante a viagem, recebo uma mensagem dela a dizer que tem saudades minhas e eu digo-lhe que vou lá ter directo do autocarro. A sms seguinte é indicadora da vontade dela. Só tem uma palavra: "despacha-te" e um emoji com um beijo. Portanto, é quase em passo de corrida que percorro as ruas antigas carregado com o enorme saco de roupa para duas semanas e com excitação que toco à campainha. A porta abre com um zumbido e eu subo os degraus dois a dois até ao segundo andar.


Ela está à porta, vestida com uns calções de ganga e um top encarnado, a sorrir para mim. Entro e ainda a porta não se tinha fechado e já eu a beijava, sentindo a língua dela e o hálito fresco a mentol na minha boca. Respiro fundo enquanto a beijo e sinto as mãos dela no meu rabo, a puxar-me para junto dela. Encosto-me à parede e ela encosta-se a mim. Beijamo-nos durante alguns minutos e, quando paramos, as bochechas dela estão encarnadas e os olhos estão com um brilho especial.


- Olá... - diz-me ela baixinho


- Olá - respondo eu, puxando uma madeixa teimosa da testa para trás da orelha dela


- Gosto desta barbinha assim curtinha -diz-me, fazendo-me festas na cara - Ficas com um ar mais novo. - Na aldeia, tinha aparado bem a barba e estava agora curta e a contornar o maxilar, abaixo das maçãs do rosto.


- Obrigado. Tu estás linda!


- Aposto aue dizes isso a todas - ah... que saudades do sarcasmo dela!


Sentamo-nos no sofá da sala e a Luísa conta-me que a Sofia e o João saíram no sábado à tarde e hoje novamente. Aparentemente, o João levou-a de carro a uma praia fluvial no meio de nenhures e a Sofia teve de se segurar para não rolar logo sexo. O João foi um cavalheiro o tempo todo, completamente adorável e respeitador e no fim da tarde de hoje perguntou à Sofia se ela queria namorar com ele. Novamente, ela teve de se segurar para não dizer logo que sim, disse-lhe que queria pensar um bocadinho e deixou-o penar uma boa hora antes de, quando ele a estava a deixar à porta de casa, lhe dizer que sim. Segundo ela, ele ficou com um ar tão aliviado e feliz que ela até ficou com pena dele.


Fiquei genuinamente feliz pelo meu amigo. Gosto tanto do João como dos meus amigos de infância. Conheci-o na primeira semana de praxes, ficámos ambos lado a lado quando fomos baptizados. Quando estávamos os dois de cabelos molhados e todos porcos, ele virou-se para mim a sorrir e disse "bem... pelo menos não nos tratam como porcos, né?". Ainda hoje nos rimos que nem tolinhos desse dia. Desde então, como estamos na mesma turma, fazemos um monte de coisas juntos. Em termos de feitio não podíamos ser mais diferentes. O João é extrovertido, brincalhão e conversador. Em look, também somos o oposto um do outro. Eu de t-shirts de bandas de música, camisas largas e calças de ganga de corte direito, ténis velhos ou botas pesadas, ele veste-se como um betinho, com pólos coloridos, calças de ganga cintadas e sapatos de vela ou ténis caros, para o meu cabelo escuro e comprido, o dele é alourado, ondulado, cortado curto em baixo e mais comprido em cima, com uma pequena franja. Mas entendemo-nos bem, ajudamo-nos mutuamente e considero-o um bom amigo.


- Tiago? - a Luísa está deitada ao meu colo a olhar para mim


- Sim?


- Estás a ouvir-me?


- Desculpa...


- Viajaste na maionese, agora - diz ela com uma gargalhada


- Completamente... podes repetir se faz favor?


- Estava a perguntar a que horas tens o teste amanhã.


- Ao meio dia. É aula de hora e meia, antes do almoço.


- E achas que recebes Estruturas amanhã?


- Não sei... Espero que não. Não me apetece ir nervoso para o outro. E Redes? Como vai isso?


- Feito, acabado e entregue desde hoje ao almoço. Se o Engenheiro gostar, passo à cadeira com alta nota. Tive 13 no teste, fiquei furiosa. Pensava que me tinha corrido melhor. Mas a nota mais alta da turma foi 14, também...


- E o sushi ontem?


- Foi muito bom. A Sofia eufórica do date com o João, a Éme Jota tirou alta nota a um cadeirão qualquer, eu a pensar a noite toda em ti...


- Ai foi?


- Foi. Lembrei-me muita vez do estado em que me deixaste na última noite que cá dormiste... foi um adormecer porreiro quando cheguei a casa - diz-me com um sorriso malandro que não entendo.


- Como assim?


- Er... como assim o quê?


- O que fizeste quando chegaste a casa?


- Então... tipo... cenas!


- Cenas?


- Sim... brinquei comigo... a pensar em ti.


- Sério? - tenho a certeza que estou de queixo caído e os meus olhos devem parecer pires de café, porque ela ri-se e diz - pensas que só tu é que te masturbas à noite?


- Nunca pensei nisso. Até porque não me masturbo assim tanto como isso... - digo, enquanto sinto as orelhas a aquecerem.


- Pois ficas a saber que sim. Gosto muito de brincar comigo. Especialmente depois da nossa última noite juntos.


- Porquê?


- Não tens noção do estado de excitação em que me deixaste pois não?


- Não... 


- Queres falar sobre isso?


- Quero...


A Luísa nesse momento levanta-se do sofá e dá-me a mão. Sigo-a até ao quarto. Ela deita-se na cama e faz-me sinal para me deitar ao lado dela, em cima da colcha verde. Descalço-me, tiro as meias e deito-me ao lado dela.


(continua...)

Parte 15

(continuação...)


Acordo na manhã seguinte com o despertador. A Luísa ainda dorme, encostada a mim. Desligo-o e volto a encostar-me a ela, em posição de conchinha. Faço-lhe festinhas no cabelo, devagarinho. Passado dois minutos, o despertador dela toca também. Deixo-a acordar e desligar o despertador. Ela olha para mim ainda sonolenta.


- Bom dia - diz-me enquanto esfrega os olhos, com um sorriso na cara. Beija-me ternamente na boca.


- Bom dia. Dormiste bem?


- Muito bem, mesmo. Seguidinho a noite toda. E tu?


- Também. Acordei há dois minutos e estava a olhar para ti. Como é o teu dia hoje?


- Hoje é quarta-feira? Tenho aulas daqui a uma hora, almoço às 13:30 e depois vou acabar o trabalho de grupo para entregar na sexta. Venho para casa e termino o de Redes, que é para entregar na segunda. Fico com o fim de semana livre, posso ir jantar com as meninas no sábado. A Fátima ontem estava a combinar irmos ao Sushi. E tu?


- Hoje tenho práticas o dia todo, tenho uma hora de almoço à uma e meia e depois aulas até às 5. Depois preciso de estudar, mas posso ficar no departamento e vir para o quarto só depois do jantar, para não andar sempre pra trás e pra frente.


- OK. Almoçamos?


- Estava a pensar nisso. Não queres trazer a Sofia? Eu trago o João e almoçamos os 4...


- Olha que bem. Boa ideia! É isso mesmo!


Tomamos o pequeno almoço juntos na casa dela, conversando animadamente sobre o bem que a Sofia e o João ficariam juntos e saímos para as aulas. Despedimo-nos afectuosamente em frente a Civil e ela segue para o pavilhão dela, um pouco à frente. A manhã passa rápido e as aulas são produtivas. Ao almoço, digo ao João que quero falar com ele e seguimos para a cantina, a discutir o teste da semana seguinte. A Luísa manda uma sms a confirmar que está à porta com a Sofia e, quando eu chego com o João, os olhos dela brilham por me ver. Abraça-me com força e diz-me que tem saudades minhas. Coro ligeiramente e cumprimento a Sofia, que praticamente nem olha para mim. Só tem olhos para o João que está todo contente com a companhia, também. Olho divertido para a Luísa e pisco-lhe o olho. 


- Como é, estou com fome. Vamos almoçar? - diz a Luísa, divertida


- Siga...


O almoço corre super bem. Eu sento-me ao lado da Luísa e ambos ficamos divertidos a ver o João e a Sofia a conhecerem-se. O João está muito animado e conta algumas piadas realmente engraçadas, deixando-nos a todos bem dispostos para uma tarde de aulas. Antes do café, ele e a Sofia já trocaram números de telefone e estão a combinar uma saída para a tarde seguinte. Despedimo-nos e seguimos para os respectivos Departamentos. O João está eufórico.


- És um sacana, podias ter-me avisado!


- Porquê?


- Sabias que a Sofia também vinha.


- Não sabia nada. Achas? - digo a fazer-me desentendido


- Vai à fava. Claro que sabias. 


- Não sabia, juro!


- Não interessa. Foi espectacular. Gostei muito. Amanhã vou sair com ela e vai ser maravilhoso.


- Olha lá, tu comporta-te! Nada de a tratar mal ok?


- Achas? E eu lá sou assim?


- Eu acho que não, mas de qualquer forma, digo na mesma. Nada de tratar mal a miúda, ok?


- OK, ok. Eu prometo. 


As aulas da tarde passam a correr e depois vamos para o Departamento estudar. Janto com o João e vou para o meu quarto. Meto o Spotify a tocar Pearl Jam e mando uma sms à Luísa a dizer que estou no quarto a estudar. Ela responde rápido a dizer que também já está em casa de roda de Redes. Termina dizendo que tem saudades minhas. Respondo que também tenho saudades dela e, na realidade, tenho mesmo. Estes dias foram muito intensos. Demasiado intensos até. Mas nunca me senti tão feliz como nestes dias também. Não sei muito bem que sentimento é este, nunca passei por ele, mas tenho uma sensação agradável na barriga e já não me sinto tão invisível. A Luísa faz-me bem. 


(continua...)


 

Parte 14

(continuação...)


Ela sorri e beija-me novamente, mais ardentemente do que antes. A mão direita dela pega na minha esquerda e coloca-a na cintura dela, enquanto ela passa uma perna por cima das minhas e deita-se em cima de mim. Neste momento, sinto a minha excitação a aumentar e gemo baixinho. Ela pára de me beijar, olha para mim, pega na minha mão direita e coloca-a na cintura dela. Depois abraça-me novamente e diz-me baixinho, ao ouvido. - Eu também gosto muito de ti, Tiago. - Depois volta a beijar-me. As minhas mãos na cintura dela tocam-lhe a pele quente. o top entretanto subiu um bocadinho e as minhas mãos sobem também. Já estou quase a meio das costas dela quando sinto horrorizado aquela sensação de que a qualquer momento posso ter um orgasmo. O mais calmamente que consigo, pego nela em peso e rodo para o lado. Ela entende o que se está a passar e afasta-se ligeiramente sem dizer nada. Frustrado, volto-me a colocar de barriga para o ar. Respiro fundo e fecho os olhos. Estou quase a chorar. Porque é que o meu corpo reage assim? De repente, sinto a cabeça dela pousar no meu ombro e a mão dela no meu peito. Instintivamente, ponho o braço a meio das costas dela e dou-lhe um beijo na cabeça.


- Estás bem? - pergunta-me ela


- Mais ou menos. Um bocadinho frustrado.


- Entendo. Não deve ser fácil.


. Nada fácl mesmo. Obrigado por compreenderes.


- Sem stress.


Já estou mais calmo. A sensação de orgasmo a qualquer momento já passou. Mais aliviado, tento encostar-me mais a ela. Ela percebe e olha para mim a sorrir. Estou numa encruzilhada. Se avanço, venho-me num instante e corro o risco de estragar este momento tão bonito. Se paro, ficamos os dois frustrados. Paro de a beijar, peço desculpa, levanto-me e vou à casa de banho. Uma vez lá, percebo que estou apertado para fazer xixi. sento-me na sanita e faço um esforço por não sujar nada, devido à minha erecção pujante. Com alguma dificuldade, consigo. Imediatamente a minha erecção subsiste. Bebo um pouco de água e lavo a cara. Volto para a cama. A Luísa está sentada confortavelmente encostada a três almofadas, enquanto espera por mim. Quando me vê pergunta se está tudo bem. Sorrio o mais convincentemente que consigo e digo "era só xixi". Deito-me na cama e mando a preocupação às malvas.  Na minha cabeça surgem em letras luminosas a frase "Que se foda!"


- Luísa?


- Sim, Tiago?


- Posso pedir-te uma coisa?


- Claro. Diz.


- Podes sentar-te ao meu colo?


Ela ola para mim aparvalhada, como se eu estivesse a gozar com ela. Olho para ela. Os meus olhos deviam estar com um ar de determinação, porque ela não diz mais nada, sorri e senta-se ao meu colo. À medida que ela cuidadosamente se coloca numa posição confortável, eu coloco a minha mão direita na cintura dela, perigosamente perto dos boxers. Ela sorri e olha para mim.


- Tens a certeza?


- Tenho.


- Se quiseres parar a quaquer momento, pára.


- OK


Com a mão esquerda, puxo-a carinhosamente para mim. Ela abraça-me e beija-me com força. A minha mão esquerda começa no ombro dela e percorre as costelas dela em direcção à cintura. Quando passo pelo peito dela, ela geme e inspira com força pelo nariz, como se estivesse a fazer-lhe cócegas. Mas não pára. Puxo-a mais para mim e as nossas pélvis tocam-se outra vez. Desta vez, apesar da minha erecção pujante, consigo manter a calma. Habilmente, ela arranja uma forma de o meu pau erecto ficar entre as nossas barrigas e cola-se a mim. A sensação é inacreditável. Deixamo-nos ficar assim alguns minutos até eu quebrar o beijo, respirando como se tivese acabado de vir à tona.


- Estás bem?


- Estou óptimo, estou a adorar.


- Eu também...


Beijamo-nos novamente. As mãos dela a despentearem-me, as minhas mãos nas costas dela. Os nossos corpos juntos. Tão bom. Sinto novamente um arrepio a percorrer a minha coluna. As mãos dela descem até ao meu peito e eu baixo as mãos até ao rabo dela. Quando ela sente as minhas mãos levanta-se um pouco, colocando-se a jeito para minhas mãos a poderem tocar livremente. Apalpo longamente, fazendo festas para cima e para baixo, para a esquerda e a direita, enquanto a beijo. Ela geme e encosta-se mais a mim e eu sinto que as cuecas dela estão húmidas, encostadas ao meu pau. Neste momento, é o fim. Gemo meio descontrolado e puxo-a para mim, enquanto sinto o meu pau a pulsar. Com as mãos aperto o rabo dela. Enfio a língua com mais força na boca dela. Ela suspira e roça-se por mim, fazendo-me libertar tudo o que tinha dentro de mim. Quando o orgasmo subsiste, ainda a estou a beijar. a minha respiração está meio descontrolada e os meus beijos também. Mas ela parece estar a gostar. Geme baixinho, tem os braços em volta do meu pescoço e o corpo bem juntinho do meu. Paramos de nos beijar alguns minutos depois e eu respiro fundo.


- Wow - é a única coisa que consigo dizer.


A Luísa olha para mim e sorri. Encosta-se a mim e deita a cabeça no meu peito. Entrelaça os dedos dela nos meus e respira fundo. Deixamo-nos ficar alguns minutos, eu a curtir o orgasmo e ela encostada ao meu peito. Tenho os boxers a pegarem-se desconfortavelmente, por isso afasto-a cuidadosamente para me levantar.


- Vou tomar um duche...


Revejo uma e outra vez na minha mente o que se acabou de passar enquanto tomo duche. A água morna no meu corpo acalma-me e reflito no passo gigante que acabei de dar. Sem dificuldade. Se calhar isto das emoções e das relações não custa assim tanto. Mas depois penso no orgasmo e fico triste. Não consegui aguentar mais porquê? Será que tenho algum problema?


Saio do duche, seco-me ainda na casa de banho e volto para a cama. A Luísa ainda está acordada. Levanta-se, abre uma gaveta, tira umas cuecas cor de rosa e diz "Preciso de me mudar. Deixaste-me numa miséria". Não entendi muito bem o que ela quis dizer mas também não quis perguntar. Deito-me na cama e uma sonolência enorme assola o meu corpo. Quando ela volta para a cama, eu já estou quase a dormir. Dou-lhe um beijo longo e doce. Ela diz até amanhã e aninha-se em mim. O rabo dela contra o meu pau. Engraçado, não ficou imediatamente erecto. O último pensamento que tenho antes de adormecer é acerca do quanto aquilo me estava a saber bem.


(continua...)

Parte 13

(continuação...)


A Luísa olha para mim, sorri e diz: - Claro que sim


- Falaste de mim à Fátima?


- Sim, Tiago. Falei de ti a todas as minhas amigas próximas. Não é ao mundo inteiro, podes ficar descansado. Falei de ti a 4 amigas minhas. A Fátima, a Sofia, à Mariana que te falei ontem e à Maria João. Gostava que as conhecesses a todas, quando te sentisses preparado. A Fátima e a Sofia são da minha turma. A Mariana está em Medicina e a João em Arquitectura. Normalmente só nos juntamos ao fim de semana. Fiz mal?


- Posso saber o que lhes disseste?


- Podes. Disse-lhes que conheci um rapaz muito querido, que gosto muito dele e que gostava de estar numa relação com ele. Mas que ele é muito tímido por isso até haver alguma coisa em concreto, ficavas só como um amigo muito especial. Tu não falaste de mim a ninguém?


- Por acaso, hoje ao almoço, falei de ti ao João e contei-lhe que és uma amiga especial, mas quando ele fez mais perguntas disse-lhe que não tinha nada a ver com isso. Por falar nisso, ele gostou muito de conhecer a tua amiga Sofia. E por falar na Sofia, quem é o rapaz da minha turma que ela acha piada?


- O João...


- O João? A sério? Que fixe. O João é o tipo mais porreiro da minha turma, na minha opinião. Temos de lhes marcar um date.


A Luísa sorri com a ideia e pergunta: - Mais alguma pergunta?


- Sim. Achas que a Fátima gostou de mim?


- Acho. Porquê?


- Porque até nos despedirmos, ela nunca sorriu muito. Nunca me dirigiu a palavra. Nem sequer me olhou nos olhos.


- Há uma explicação. Ela está a passar um bocado mal porque a última relação dela acabou horrivelmente e ela ainda acha que os homens são todos uns crápulas. A família dela é um bocado antiquada e ela lutou um bocadinho contra eles para iniciar a relação com o rapaz. Foi o primeiro namorado dela. Quando finalmente ele a levou para cama, desapareceu. Ghosting total.


- É o quê total?


- Ghosting. Não sabes o que é?


- Não...


- É tipo... Vou sair contigo, trocamos o número de telefone, levas-me para a cama e no dia a seguir bloqueias-me. Ou não me respondes às mensagens nem atendes as chamadas. Numa palavra... desapareces.


- Ah... OK... Coitada. E o que é que isso tem a ver comigo?


- Eu disse que ela achava os homens todos uns crápulas não disse? Tu és homem... Estás comigo, mas não deixas de ser um homem.


- Então e nós os dois, somos o quê?


- O que tu quiseres. à velocidade que quiseres. Mas na minha cabeça, és o mais próximo de um namorado que eu tive desde o liceu. Não quero conhecer ou estar com outros homens, nesses termos.


Coro furiosamente. Ela disse a palavra mágica. Ela apercebe-se e diz, rapidamente - Na minha cabeça, apenas. Não temos de andar pelas ruas de mão dada e aos beijos. E mesmo que um dia sejamos, não temos na mesma. Eu só quero que sejas sincero comigo e, se não gostares de mim ou se preferires estar com outra pessoa, mo digas. Combinado?


Assinto com a cabeça.


- Já não tenho mais perguntas. Tu tens algumas? - pergunto eu


- Tenho uma.


- Diz, então...


- Estás confortável com a nossa... vamos chamar-lhe relação, está bem? Com a nossa relação até agora?


- Sim. Muito. Estes últimos dias têm sido os melhores da minha vida.


- Que bom. Isso deixa-me muito feliz. Eu tenho saído muito da caixa, para te manter confortável. Passo imenso tempo a pensar na melhor forma de te ajudar a quebrar essas barreiras sem te assustar.


- Estás a fazer um trabalho excelente.


- Obrigado. É importante que me digas isso. Agora queres estudar, não é?


- O que eu quero mesmo é estar contigo um bocadinho, a falar. Mas não posso mesmo. Este teste vai ser a doer. Ainda tenho de estudar esta cangalhada toda - digo tristemente enquanto tiro a sebenta e os meus apontamentos.


- OK. Eu estou no quarto. Quando estiveres despachado, vem ter comigo.


Começo a estudar e, para minha grande alegria, a matéria parece que está a entrar e a fazer sentido. Resolvo dois exercícios complicadíssimos e respiro fundo. Olho para o relógio. Onze da noite. Já chega. Arrumo as minhas coisas na mochila, tiro a bolsa de casa de banho e vou à casa de banho, antes de entrar no quarto. A Luísa está super concentrada, a abanar a cabeça enquanto tecla furiosamente, com um headset posto. No monitor central um ecrã com linguagem informática que não reconheço, enquanto no ecrã da esquerda se vêem diagramas e no da direita o que me parece ser uma sebenta digitalizada. Ela nem dá por mim. Ponho-lhe uma mão no ombro e ela dá um salto na cadeira.


- Olá. Então, já está por hoje?


- Sim, vou deitar-me, ok?


- OK. Dá-me 5 minutos que eu já vou ter contigo.


- Dispo-me calmamente e deito-me na cama, do lado da janela como ontem. Apenas trago uns boxers e uma t-shirt. Ajeito-me na cama e ligo o Spotify noutro DJ set do Stereossauro, mais recente. Curto o som, mete fado e samples interessantes. Estou de olhos fechados a ouvir a música quando a sinto entrar na cama. Abro os olhos e desligo a música.


- Pensei que já dormisses.


- Não, estou a ouvir música. Mas já parei.


Ela deita-se ao meu lado. Veste ums cuecas boxers azuis claras e um top azul escuro. Sem soutien. De repente fico tremendamente consciente de que a única coisa que separa as nossas peles são duas camadas muito finas de roupa e fico excitado. Esforço-me por não dar demasiado nas vistas mas ela repara e arregala os olhos, mas não diz mais nada. Mantém uma distância de segurança de mim mas estica-se para me dar um beijo. Pego na cara dela, para não a deixar fugir e abro ligeiramente a boca, deixando a minha língua seguir a sua vida. Ela também abre a boca e as nossas línguas tocam-se. Estremeço de prazer e ela repara, retraido-se ligeiramente. Olha para mim e sorri. Eu pego novamente na cara dela e puxo-a para mim. Desta vez, como que a testar, ela chega-se mais para mim e coloca a perna entre as minhas. Suspirando, faço com cuidado festas na perna dela com o pé. Ela ronrona de prazer e beija-me de forma mais intensa. Sinto a minha erecção a aumentar e a fazer pressão no tecido fino dos dos meus boxers. Tento abstrair-me. A minha mão faz-lhe festas na face. Meto o cabelo dela para trás e brinco com o lóbulo da orelha dela. Ela chega-se para mim, mais um pouco. Sinto o peito dela contra o meu, os mamilos duros como pedras a fazerem pressão no meu peito. A mão dela pousa levemente no meu peito e sinto a cabeça a rodopiar. A sensação de prazer é enorme, mas muito diferente de um orgasmo. Os meus ouvidos zunem com o sangue a fluir a velocidade elevada e as minhas mãos descem até aos ombros dela. Puxo-a um pouco mais para mim e ela abraça-me. Deito-me para trás e ela fica meio na diagonal, deitada em cima de mim. Continuamos a beijar-nos enquanto as minhas mãos percorrem as costas dela. As nossas línguas dançam uma valsa estranha, mas extremamente prazerosa e estou a sentir-me extremamente confortável. Paramos de nos beijar e olhamo-nos nos olhos.


- Gosto tanto de ti, Luísa - digo-lhe, ainda a recuperar o fôlego.


(continua...)